Obesidade e transtornos alimentares

Obesidade

Atualmente, 32 milhões de brasileiros são obesos. A obesidade é uma doença crônica que gera dezenas de outras doenças associadas, como hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares, dislipidemia (colesterol e triglicérides cronicamente elevados), esteatose hepática (gordura no fígado), ronco, apneia do sono, complicações ortopédicas e articulares, dentre tantas outras, incluindo depressão. No Brasil o ritmo acelerado com que a obesidade avança, inclusive em adolescentes e crianças traz números alarmantes. Péssimos hábitos alimentares, ausência de exercícios físicos regulares e descontrole emocional são as principais causas.

 

Como doença de etiologia multifatorial, carga genética e problemas metabólicos também são razões para o desenvolvimento da doença. Um trabalho multidisciplinar é essencial para tratar a obesidade, envolvendo médico endocrinologista, nutricionista e psicólogo. Se o paciente utiliza o alimento como forma de aliviar os sentimentos como angústia, tristeza, ansiedade, raiva, preocupação ou até mesmo na hora de vivenciar alegria, o acompanhamento psicológico será essencial para que excesso de peso consiga ter sucesso nos diferentes tratamentos existentes atualmente.

Transtornos Alimentares

  • Anorexia Nervosa

  • Bulimia Nervosa

  • Compulsão Alimentar

  • Outros transtornos alimentares:

    • Hiperfagia

    • Ortorexia

    • Pica

    • Síndrome de Prader-Willi

    • Transtorno Obsessivo-compulsivo (toc) por alimentos

    • Transtorno de Ruminação

    • Vigorexia

    • Transtornos alimentares não especificados

 

Anorexia Nervosa

  • Recusa em manter o peso corpóreo no limite ou acima do esperado para a idade e altura (peso 85% do esperado).

  • Medo intenso de ganhar peso ou tornar-se gorda, apesar do baixo peso que apresenta.

  • Alteração na forma de percepção de seu peso e sua forma corporal

  • ou negação na seriedade de seu baixo peso.

 

Bulimina Nervosa

A) Episódios recorrentes de comer compulsivamente. Um episódio de comer compulsivamente caracteriza-se por ambas as características seguintes:

1 - comer, num período curto de tempo (cerca de 2 horas), uma quantidade de comida muito maior do que a maioria das pessoas comeria num período similar de tempo e sob circunstâncias semelhantes.

2 - sensação de perda de controle sobre o ato de se alimentar durante o episódio.

B) Práticas compensatórias impróprias e recorrentes para evitar o ganho de peso, como: vômitos auto-induzidos; mau uso de laxantes,

diuréticos, enemas ou outros medicamentos; jejuns ou exercícios excessivos.

C) Os episódios de comer compulsivamente e as práticas compensatórias ocorrem, em média, uma vez por semana, durante três meses.

D) Auto-avaliação influenciada pelo peso e forma corporal.

E) O distúrbio não corre durante episódios de anorexia nervosa.

 

Transtorno de Compulsão Alimentar

Episódios recorrentes de compulsão periódica. Um episódio de compulsão periódica é caracterizado por ambos os critérios:

(1) ingestão, em um período limitado de tempo (por ex. dentro de 2 horas), de uma quantidade de

alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período similar, sob

circunstâncias similares.

(2) um sentimento de falta de controle sobre o consumo alimentar durante o episódio (por ex., um

sentimento de não conseguir parar ou controlar o que ou quanto se está comendo).

 

Os episódios de compulsão periódica estão associados com três (ou mais) dos seguintes critérios:

(1) comer muito mais rapidamente do que o normal.

(2) comer até sentir-se incomodamente repleto.

(3) comer grandes quantidades de alimentos, quando não fisicamente faminto.

(4) comer sozinho, em razão do embaraço pela quantidade de alimentos que consome.

(5) sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente.

Existe uma acentuada angústia relativamente à compulsão periódica. Ocorre, em média, pelo menos 1 dias por semana, por 3 meses. Não está associada com o uso regular de comportamentos compensatórios inadequados (por exemplo: purgação, jejuns, exercícios excessivos), nem ocorre exclusivamente durante o curso de Anorexia Nervosa ou Bulimia Nervosa.

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© 2019 - Rosimeire Balog Wancelotti - Psicóloga - CRP-SP: 06/81722

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